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Os Segredos e Curiosidades das Galerias Romanas de Lisboa

No passado mês de Setembro foi possível visitar este enigmático local da baixa lisboeta, as Galerias Romanas. Uma oportunidade unica de recuar dois mil anos no tempo e que só terminou nos projetos do século XXI.

As origens e funções destas galerias remontam ao Séc. I, eram uma estrutura que segurava outra por cima, e não há dúvidas que é romana. Recentemente, foi apresentada outra hipótese que fala da existência de uma zona de termas de rio.

Estas galerias foram descobertas, por acidente, logo após o Terramoto de 1755, na verdade foi após esta descoberta que o Marquês de Pombal conseguiu reconstruir Lisboa, usando estas galeria como base de sustentação da cidade. A estrutura original das galerias prolonga-se para o lado Oriental, a zona de Alfama. Não se sabe exatamente até onde, mas há desenhos que provam a existência de outras galerias mais pequenas.

Para permitir as visitas existem bombas de água que estão instaladas permanentemente e começam a retirar a água uma semana antes das visitas. Depois, os bombeiros verificam a segurança e a estrutura do edifício. Também é feita uma verificação por outra equipa que monitoriza a fenda existente, tal como a qualidade da água e do ar.

Mitos Associados às Galerias

No século XIX criou-se um mito urbano, segundo o qual estas águas faziam bem aos olhos, por isso as pessoas vinham aqui buscar água para lavar os olhos. Também se acreditou que estas galerias tinham ligação a outros espaços da cidade, mas já se sabe que este é um edifício estanque, construído para ser seco. A água acabou por entrar por alguma razão inesperada, como um erro de construção ou um evento geológico como o terramoto de 1531 ou o de 1755 pela razão de ambos terem sido bastante fortes e seguidos de tsunami.

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